Um incêndio de grandes proporções atingiu novamente a área do Instituto Federal do Piauí (IFPI) - Campus Oeiras - neste fim de semana, provocando diversos prejuízos à instituição. O fogo, que todos os anos começa na região da chapada atrás do Instituto, desceu em direção às instalações do campus empurrado por ventos fortes e acabou atingindo áreas internas, mesmo após o trabalho preventivo de aceiro realizado em propriedades vizinhas.
Segundo relatos de servidores, o incêndio é recorrente e geralmente ocorre nos fins de semana, quando há menor movimentação no campus. As chamas teriam iniciado em uma área de serra por trás do IFPI, espalhando fagulhas que ultrapassaram o aceiro e alcançaram as dependências da instituição. O fogo, de rápida propagação, é favorecido pelo capim seco e pelo relevo da região.
"Esse fogo acontece todos os anos. Ele entra por trás do IFPI e vem descendo pela chapada. Mesmo com o aceiro, o vento forte espalha fagulhas e acaba atingindo o Instituto. Muitas vezes dependemos da sorte", relatou um dos servidores.
Entre os danos relatados estão:
* Destruição de parte da estação meteorológica, com perda dos sensores de direção e velocidade do vento equipamentos avaliados em cerca de R$ 10 mil; * Queima parcial da instalação elétrica da bomba d"água, que alimenta o sistema de irrigação; * Perda de materiais de irrigação em estoque e equipamentos superficiais; * Queima de estufas experimentais, áreas de pastagem e colmeias de abelhas; * Perda total do capim seco estocado para alimentação animal.
Apesar da gravidade, áreas produtivas de cana-de-açúcar e capim de corte, além da parte subterrânea do sistema de irrigação, não foram atingidas.
A estação meteorológica, modelo Davis, é um dos equipamentos de referência do campus e serve de base para pesquisas acadêmicas e estudos climáticos da região. O prejuízo total estimado com o fogo ainda está sendo avaliado pela instituição.
As causas do incêndio ainda serão apuradas. Segundo informações, há dúvidas se o foco tem origem acidental, controlada ou criminosa, já que o problema se repete anualmente na mesma região.



